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Visões de um manuscrito

Os antigos manuscritos são fragmentos da história da humanidade que guardam relatos de personagens, fenômenos vividos e textos sagrados. Atualmente esses manuscritos concentram um incrível poder de persuasão no que diz respeito às crenças religiosas e aos hábitos culturais da comunidade global.

Talvez por isso, James Redfield focou a trama do livro “A Profecia Celestina” na existência de um manuscrito de 600 a.C., encontrado no Peru, contendo visões sobre os princípios de uma vida espiritual (possível referência: o livro sagrado maia Chilan Balam). Mais do que isso, a Profecia Celestina criou um modelo para a percepção espiritual que foi reconhecido por milhões de pessoas, principalmente no que diz respeito às misteriosas coincidências que ocorrem durante as nossas vidas. O livro ultrapassou os 20 milhões de exemplares vendidos e traduzidos em 34 línguas.

A leitura é indicada para quem consegue vislumbrar um fluxo de comuicação extra-sensorial acontecendo no presente das nossas interações. No embalo da aventura e das descobertas podemos nos perguntar se é possível aplicar as visões do livro no dia-a-dia da realidade em que vivemos. Nesse sentido, Redfield acredita que cada um de nós deve intuir o próprio destino espiritual.

Para os interessados demasiadamente ocupados, segue um mapeamento das 9 visões descritas no best-seller da década de 90:

1- Tomar consciência da sincronicidade dos fenômenos vividos para libertar-se da ideia de coincidência, uma vez que essa ideia é usada para justificar fatos intangíveis. Através da sensação de mistério e excitação que os sincronismos nos transmitem nos sentiremos mais vivos. No âmago da experiência humana, há uma sintonia com o universo que por veze nos revela outras possibilidades amplas e sutis de atuação.

2- Ampliar a consciência do tempo histórico observando a cultura na perspectiva de milênios, para viver um “agora mais longo” e distanciar-se da coerção do progresso econômico. O que está por trás da vida neste planeta? Por que estamos aqui? Para onde vamos?

3- Entender que a matéria básica do universo é a energia representada pelas partículas elementares, que estão presentes tanto nas estruturas orgânicas quanto nas estruturas inorgânicas. Ainda, nossa energia (campo magnético/quântico) pode fluir e afetar outros sistemas de energia. Através da física quântica podemos notar que o próprio ato de observar o funcionamento dessas partículas elementares altera o resultado obtido com a experiência realizada, de maneira que as nossas expectativas podem influenciar o curso dos eventos vividos.

4- Abdicar-se estratégicamente da energia alheia para evitar as disputas de poder. O mundo físico é um vasto sistema de energia, como também colocou Christopher Alexander, onde as pessoas se apresentam como fontes energéticas que são disputadas pelas próprias pessoas, a fim de que um poder centralizador seja fortalecido e possa se impor aos demais sistemas de energia.

5- Buscar o amor. O amor é uma fonte de energia que alimenta as pessoas e as livra de buscar a energia alheia, ou impede que elas alimentem as disputas pelo poder. Mas o amor é uma força sutil e arrebatadora, tem origem na verdade, de modo que não podemos nos forçar a amar. E o amor está ligado à uma identificação pessoal com o sentimento de beleza presente nas manifestações da natureza de forma geral, sendo assim, a energia do amor pode ser captada e também devolvida para esse sistema, efetuando uma troca crescente de vibração entre os sistemas de energia acoplados.

6- Submeter-se ao processo de esclarecimento de nosso passado, com o intuito de superar um “drama de controle” que dificulta o descobrimento de um propósito para sua vida, ou impede o seguimento de um caminho-missão espiritual. Através desse processo de esclarecimento podemos compreender a psicologia que modelamos enquanto seres sociais, e, por conseguinte, podemos fazer uma autoreflexão do nosso comportamento diário e evoluir autoconscientemente.

7- Procurar reconhecer as mensagens que tem origem no sentido da intuição para tentar entendê-las ou interpretá-las. A intuição pode nos orientar através dos sonhos, pensamentos, devaneios, imagens, sons e coincidências. Então, devemos nos colocar na posição de observadores dessas mensagens e questionar suas características (tempo, relações com fatos vividos), para elucidar o propósito e para também motivar nossas decisões. À medida em que aprendermos a deter as mensagens oriundas do egoísmo e do medo, que confundem nossa percepção da intuição, com serenidade poderemos escolher somente as mensagens positivas.

8- Aprender a se relacionar uns com os outros, principalmente com as crianças, de maneira que possamos projetar a energia nos outros autoconscientemente sem diminuir a nossa energia ou a do próximo. Assim, podemos evitar se viciar na energia alheia, ao passo que também podemos concentrar energia para projetar nas crianças que necessitam demasiadamente de atenção e carinho, sem que nos sobrecarregemos. Por exemplo, uma pessoa se sobrecarrega demais quando assume a criação de muitos filhos.

9- Evoluir culturalmente de acordo com as demais visões com o propósito criar um canal direto com a fonte superior de energia, podendo assim ser orientado “divinamente” por ela, com a possibilidade de vibrar energéticamente em nível de conseguir se relacionar com a matéria e o corpo de uma forma impressionante – inclusive visualmente imperceptível para níveis culturais inferiores. No entanto, a busca por essa transformação cultural e espiritual passa intrinsecamente pelas raízes internas do desejo e do livre arbítrio, ou seja, resulta mais da autoconsciência internalizada de Deus do que de uma figura externa projetada para dentro de uma consciência. Iremos atingir esse nível de evolução provavelmente em grupos constituídos por relacionamentos íntimos de trabalho e vivência.

Segundo essa professia, os maias fizeram a travessia para outra dimensão juntos – a vida da consciência que supera a morte do corpo – sem necessáriamente precisar morrer biológicamente. Será que alcançar o céu na Terra é a razão de estarmos aqui? O que pederá desencadear esse fenômeno?

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