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O cine diário da peça vida

Cortes bruscos, involuntários, espontâneos… complementados pelo impactante som dos atritos entre as matérias desse mundo. Elevadores velhos, portas trancadas e sons da cidade que expõem a imprevisibilidade do comportamento humano, cada vez mais ameaçador e hiper-sensacionalista. O futuro é promissor! Somos esperançosos na desgraça mesmo sabendo que o alvo do desejo persegue a mudança, não a desgraça. Mas é ela quem dá a cara!

A passividade dos personagens reflete mais um aspecto dessa realidade, não nos ensinaram a morrer. Antes seres modificadores do ambiente e agora meros espectadores das manifestações. A filmagem anti-contemplativa, a conclusão dos astros neuróticos. Onde será que depositamos os estímulos recebidos no dia-a-dia, para onde vão?

As sobreposições estão eliminando fronteiras ideológicas. O imaginário se tornou a vida. Saber como foi feito não basta, talvez extrair os porquês seja apenas uma apropriação supérflua do individual das coisas sem dono – quase nada!

Crescer é se preparar para diminuir, e diminuir é uma preparação para o crescimento – não seja dono! Não seja irresponsável e frio vencedor, não seja esperançoso e gentil perdedor. Ouçamos os estrondos para despertar, ligeiros, repentes no limiar da atenção, engraçados, divertidos, enloquecedores da lembrança divina.

Como podemos nos encontrar senão nas coisas da nossa percepção? Se a morte é mais importante do que a vida nesse momento de impotência coletiva que registra tantas formas de se esvair, tanto de dentro para fora quanto de fora para dentro, considerar o contraste na terra dos anseios culturais diversificados é rivalizar com os tolos, é adiantar o estado mortífero das possibilidades infinitas. 

Explicam todos ao próprio jeito, e se vão aos montes da mesma maneira, desperdiçados…


 

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