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Manifesto Expurgativo v1.0

“Expurgação. Impossível explicar a pitoresca palavra expurgação com palavras precisas, apesar de o dicionário dizer o seguinte:

ex.pur.gar
(lat expurgare) vtd 1 Purgar completamente: Expurgar os intestinos. vtd 2 Retirar ou separar do que é nocivo ou prejudicial: É necessário expurgar da sociedade os criminosos. vtd 3 Limpar de erros; corrigir, emendar: Expurgar um discurso. vtd e vpr 4 Apurar(-se), limar(-se), polir(-se): Expurgar uma composição literária. Em seus escritos expurga-se e enobrece o idioma. vtd 5 Suprimir de uma obra literária trechos censurados por motivos de moral, de política ou de qualquer ordem. vtd 6 Descascar, esbrugar. vtd 7 Agr Imunizar (frutos, sementes e tubérculos). vtd 8 Praticar as solenidades com que se desonera de hipoteca um prédio.

Na verdade, expurgar pra gente, é apenas uma palavra, um nome, um signo, que define mais ou menos, sem muita pretensão, o seguinte:

Expurgar é um estado mental em que você libera seu inconsciente, seu “background”, através de alguma atividade. Seja ela pintando, tocando algum instrumento, fazendo algum desenho, correndo na praia, escrevendo um texto, imergindo na história de um belo romance (há quem goste de livros de design também), enfim. Existem milhares de fórmulas expurgativas.

É desse processo infinito e inconstante que surgem as novas idéias, o imprevisível, a experimentação sem fim. Por isso não é necessário que você saiba tocar alguma coisa, ou que você saiba desenhar, ou pintar. Basta apenas que você se deixe levar. Sem vergonha, sem medo. Deixe sua essência transbordar através da sua criatividade divina.

Por isso é necessária a concentração longe de julgamentos e preconceitos introduzidos nas nossas mentes pela sociedade, desde que éramos apenas meros “animaizinhos raivosos” (crianças), com muita energia, disposição, encatamento e uma contemplação grandiosa pelas novas experiências, por estar vivo.

Amanhã vai rolar a tal expurgação. Que nunca foi muito programada, nunca teve uma intenção e um fim pré-estabelecidos a não ser não ter fim e objetivos. Pra isso convoco vocês colegas de curso pra participarem. Se não se sentem bem tocando um instrumento, pegue um pincel e pinte, um lapis e desenhe, a boca e recite um poema, os ouvidos e contemple. Basta estar vivo, e pra isso agente precisa de muito pouco.

Contribuam, levando seus instrumentos. Se tem caixas de som, leve-as, podemos precisar. Se tem pedestais, microfones, garrafas de plastico, panelas, enchada, bola de assoprar…qualquer coisa vale!”

Recitado pelo amigo Rossman que também leva crédito por todas as fotos do evento!

Esperamos mais gente na próxima! 

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