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Textura e rugosidade

As texturas da natureza captadas pelas fotografias do designer Leonardo Merçon abordam uma dimensão poética da imagem que, por muitas vezes, está escondida no detalhamento microscópico do zoom in das lentes artificiais. Porém, bem antes de revelar as estruturas moleculares do meio e do “ser”, essas texturas limitam grandes organizações perceptíveis a olho nu.

Logo, reconhecemos as palavras que denominam cada estrutura abordada (areia, folha), ou deduzimos sua origem (flor, colméia, madeira).

Sendo assim, a nossa busca pelo detalhamento da imagem é um exercício de abstração que considera as variáveis do micro e do macrocosmos. Uma vez que existe uma estrutura projetada que se repete criando padrões complexos, por exemplo, o tapete verde de uma visão longínqua da floresta tropical, ou a superfície de uma couve-flor, o matemático Benoit Mandelbrot tratou de interpretar esse sinal de que “toda parte é como o todo, porém, menor”.

Através da matemática fractal, Benoit Mandelbrot pode encontrar organização em padrões que parecem desconhecidamente complicados, “não por questões de princípio, mas por causa de considerações físicas”. Assim, Mandelbrot elaborou uma forma de calcular o índice de rugosidade de uma superfície (ou imagem de uma superfície) para resolver problemas na concepção das estruturas complexas, principalmente do universo tridimensional simulado pelo homem – resultado, fórmulas enormes formadas por curtas estruturas que se repetem inúmeras vezes.

Uma descoberta que envolve incríveis resultados estéticos para a replicação da equação: z é z ao quadrado mais C, segundo Mandelbrot.

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