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Planetary Resources: mineração espacial

O comércio no espaço já existe e não é de hoje, e seu início pode ter sido a utilização dos satélites de comunicação.

Atualmente, em plena pré-adolescência do século XXI, ao passo em que os ônibus espaciais se aposentam, ao exemplo da nave Atlantis, o comércio de vôos domésticos no espaço é projetado pela Virgin Galatic. Entretanto, a proposta da Planetary Resources é diferente, e pode ser resumida em duas palavras: mineração espacial.

A princípio pode soar como ficção, mas empreendedorismo aliado à ciência são termos mais adequados nesse caso. A questão levantada pela empresa é: “E se a maior descoberta de recursos naturais não ocorrer na Terra?”. A pergunta se baseia na enorme quantidade de asteróides que deslizam pelo vácuo sideral próximo à Terra e a possibilidade de haver recursos naturais preciosos nesses corpos, ao exemplo de água, ouro e platina.

Por meio de naves robóticas de baixo custo, pretende-se investigar esses asteróides para saber mais sobre suas composições físicas e químicas. O aproveitamento de minerais valiosos e recursos naturais do espaço podem inovar e influenciar a esfera economica terrestre, sendo que em um único asteróide pode haver mais platina do que já se foi minerado na Terra.

Curiosamente, o diretor do filme Avatar (2009), James Cameron, faz parte do time de consultores da Planetary Resources. No filme Avatar, a trama assemelha-se à missão da empresa no que tange à mineração, mas no filme são militares humanos inescrupulosos com espírito genocida quem buscam recursos valiosos no planeta Pandora. Da ficção para a realidade, no caso da Planetary Resources, composto também pelo investidor Larry Page, co-fundador do Google, o time certamente é qualificado, e possivelmente amistoso.

Em uma conferência realizada na Espanha, Bob Dean  fala sobre a idéia das categorias de civilizações existentes. Segundo ele,  nos enquadrariamos na categoria zero, a mínima, e a máxima seria de categoria quatro. Na categoria um, segundo ele, estariam as civilizações que buscam recursos energéticos no espaço e, sendo assim, estariamos migrando para uma nova categoria no caso de empreitadas como as do Planetary Resources sejam efetivadas.

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