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Pictogramas Vs. Escrita Cuneiforme

A Civilização Suméria introduziu profundas transformações no modo de vida do homem do Período Neolítico. Conscientes das possibilidades de sistematização da mensagem gráfica, os sumérios utilizavam a pictografia e a escrita cuneiforme para documentar a quantidade e a qualidade de uma posse (ex. dez sacos de cereal do camponês A), os fatos relativos à origem da vida no Planeta Terra e os eventos fatídicos ocorridos no nosso Sistema Solar. 

Dilúvio, Gilgamesh e Utnapishtim (Suméria)

Arqueólogos acreditam que a escrita cuneiforme é uma derivação dos pictogramas, uma vez que a diferença mais evidente entre as figuras desenhadas e cunhadas é a forma de grafar: em seqüências horizontais, com um novo estilete em formato de cunha inclinada que empurrava o barro. O pictograma é um signo de um sistema primitivo de escrita que, a priori, representa um objeto da realidade de forma simplificada.

Grafemas (Bulgária 4.000 a.C.)

O pesquisador espanhol Otl Aicher consente que as figurações lineares precederam as imagens conscientes, ou seja, as ornamentações gráficas praticadas nos objetos de cerâmica auxiliaram a interface humana na organização do desenho gráfico (por meio da experimentação de linhas) para que, na sequência, o homem pudesse recriar as imagens e os objetos da realidade. Ainda, Aicher acredita que os pictogramas são tão antigos quanto os grafemas (unidade de um sistema de escrita).

Acumulação de grafemas 2 (Azerbaijão)

Tratando das etapas marcantes do desenvolvimento cognitivo humano, podemos entender que a pictografia pode ter origem em um sistema de sinais mímicos que inspiraram a criação de logogramas figurativos e simbólicos, através da paralinguística da interface “corpo” e da animação das suas partes em rituais de comportamento. Logo, a reprodução de marcas e padrões gestuais representam o primeiro nível de escolha criativa, considerando que os logogramas denotam uma manifestação concreta ou abstrata da realidade.

Sabemos que formas semelhantes as letras “T, X, V, M, Z, W, H, E, Y”foram reproduzidas manualmente em maior escala, fato que consolidou o aprendizado técnico sobre linhas e ângulos. Formas circulares mais difíceis de serem grafadas aparecem em poucos signos gráficos. Por fim, uma análise coletiva intuitiva teria transmitido os significados mais necessários aos signos elementares. Contudo, surgem duas possibilidades de atuação da máquina humana: Autodidata ou aprendiz?

Fusão de pictogramas (Suméria)

O resultado da difusão do grande repertório pictográfico entre os homens foi a fusão das unidades pictográficas que passaram a representar um terceiro conceito. Assim foi possível representar novos significados compostos. Os pictogramas também se tornaram signos reconhecíveis entre as cópias manuais imperfeitas que circulavam entre as civilizações que habitavam os vales e as planícies dos Rios Tigre, Eufrates, Nilo, Indo, Amu Dária e Chang Jiang.

No entanto, a crescente necessidade de comunicar e ser comunicado com precisão teria provocado ajustes nos sinais originais que foram modificados e simplificados ganhando novas formas. Por fim, perderam a analogia com os referentes de origem. Segundo Aicher, em princípio o arado era representado pela imagem figurativa do arado, depois o símbolo figurativo sugeriu o ato de arar e, finalmente, se concretizou no próprio agricultor.

Pré-suméria e escrita cuneiform

Apesar da indiscutível importância da pictografia para o aprendizado de novas linguagens, esse sistema não teve potencial para interpretar conceitos intangíveis e realidades invisíveis (ex. Pobre, pobreza). Por isso, historiadores acreditam que os grafemas, paralelamente aos pictogramas, desenvolveram-se através da estenografia, um sistema de sinais que permite escrever com a mesma rapidez que se pode falar. A partir desse desenvolvimento teriam surgido os primeiros grafemas conceitualmente abstratos que possibilitaram a representação de conceitos complexos. Assim foram criados os ideogramas (logogramas simbólicos associados à formas gráficas), e os grafemas associados ao som da fala (fonemas). Contudo, antes da disseminação do alfabeto Fenício (com base no som de 22 letras) pelo Mediterrâneo em 1.300 a.C., a escrita cuneiforme cumpriu um papel social estratégico mediando burocraticamente a vida citadina da Civilização Suméria. O sistema cuneiforme é um exemplo de escrita silábica que utiliza apenas uma cunha de grafar como signo gráfico, portanto, semelhante ao sistema braile de escrita – textura do texto.

Graduação prática da escrita cuneiforme (Suméria)

Segundo Aicher, a economia agrária suméria era regida por normas de mercado, leis, certificados, documentos pessoais cunhados em tábuas de argila. Zecharia Sitchin, respeitado arqueólogo e pesquisador, também confirma o avançado desenvolvimento sumério, inclusive no que diz respeito à descrição dos eventos astronômicos ocorridos nas Eras em que a Terra era geograficamente diferente e, portanto, diferentemente habitada (nas terras baixas).

Escrita cuneiforme com poucos elementos simbólicos (Suméria)

Três características se destacam na escrita cuneiforme: a durabilidade do suporte (argila), a praticidade e universalidade da grafia. Quanto ao suporte, um instrumento de três lados provavelmente auxiliava a fixação da tábua para a grafia e a produção de linhas verticais e horizontais que organizavam a escrita.

Tábua de argila com 4.362 anos de idade (Suméria)

O sistema baseado em apenas um símbolo gráfico formou caracteres silábicos que representavam imagens reais, reduzidas por linhas horizontais. De acordo com Aicher, ademais, muitas imagens não provenientes da natureza bruta derivaram do acúmulo de grafemas através de relações puramente estéticas, regidas pela sequência, progressão, simetria, interseção e confluência do símbolo gráfico. Segundo Aicher, a escrita cuneiforme é uma mescla de símbolos de palavras (pictogramas), caracteres individuais de letras e caracteres silábicos, predominantes, que definem um grande repertório de palavras monossílabas.

Grafemas e abstração da escrita (China Vs. Suméria)

Por fim, os sumérios acumularam uma grande quantidade de símbolos gráficos, porém, a predominância do elemento silábico resultou na redução do número de sílabas e por conseguinte na conversão de caracteres únicos (letras) que encerraram um sistema (alfabeto) composto por trinta consoantes. A escrita cuneiforme, que pode ser observada até o final do Reino da Assíria 500 a.C., junto com a escrita egípcia hieroglífica de incontáveis símbolos pictóricos, constituem os sistemas de escrita que antecederam o alfabeto consonantal fenício – que deu origem ao alfabeto ocidental moderno.

Mapa das cidades (Cerca de 2.500 a.C.)

Provável ordem de surgimento das primeiras civilizações:
3.800 a.C. Suméria.
3.000 a.C. Egito e civilização cicládica.
2.500 a.C. Mesopotâmia, os primitivos habitantes de Creta, Civilização Acadiana
2.200 a.C. Olmecas no continente Americano, chineses e hindus.
2.100 a.C. Assíra, Babilônia, Grécia e o Império Hitita.
2.000 a.C. Civilização Banto.
1.500 a.C. Fenícios e arianos da Índia.
1000 a.C. Reino Axum na Etiópia.
800 a.C. Grécia Arcaica e Etruscos
550 a.C. Império Persa.
350 a.C. Macedônia.

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