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Ouroboros.

Passo a maior parte do tempo esperando ansiosamente pelo fim, assim como espero um cigarro terminar para que possa dar atenção à outra coisa – que me levará ao próximo cigarro.

Uma ânsia do que está por vir, para poder, enfim, sentir o leve perfume quase irreconhecível da nostalgia. Não existe solidão e seu antônimo desconhecido: são solidões diferentes.

Não sei mais por onde comecei. É o tipo de coisa que se começa pelo meio. 

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ibrahim

2 Comments

  • Thaís on 3 jan 2008

    Para mim seria a saudade do que ainda está por vir… A saudade do que já foi… Nunca a coragem para aproveitar o aogra… O agora é duro de mais e as coisas esquecidas ou sonhadas sao muito mais simples e completas…
    Nunca elas chegam.
    Por isso que eu adoro os seus posts!

  • Alcina on 16 jan 2008

    Ansiedade pelo futuro que na realidade só se torna o presente que queremos quando nos apropriamos da nossa vida. Também ansiedade pelo nada, a morte insidiosa que não nos esquece.
    “leve perfume […] da nostalgia” pelo passado que não passa de mais uma ilusão que agarramos com força e que se desfaz em pó entre nossas memórias. Só temos o presente e esse futuro que criamos quando não nos deixamos levar pela vida.
    abraço

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