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Memorando: Expurgação na última edição da Ecologic

No dia 03 de Setembro de 2011 foi realizada a 13ª edição da Ecologic, que aconteceu na estrada de Vila Cajueiro, Parque Porto das Pedras, Km 03. O Coletivo Expurgação marcou presença no evento se apresentando junto com parceiros, entre eles Abraão Soul Power, na tenda alternativa. Refrescando a memória daquele dia e mostrando a amplitude musical alcançada, Soul Power criou um fino relato através do olhar criticamente criativo, repleto de originalidade. Confira: 

Da situação

Seria só um relato dessa rica jam session com o Coletivo Expurgação naquela ocasião em 2011, um momento sensacional podendo desfrutar de uma sonoridade magnética, uma batida sonora que por força da gravidade me atrai muito desde que comecei a observar, acompanhar e participar desta comunidade de artistas ligados pela música e também é claro, em virtude de generosas doses de acaso em localização geográfica: Vitória/ES.

No local escolhido para a festa, nada de asfalto, algo inusitado no ventre da natureza, simplesmente um belo lugar de paisagem fantástica! O encontro com a galera toda na unidade central do Comando Kalakuta (sede da Expurgação) antes do som já foi muita vibe, e detalhe, Fepaschoal e banda mais coletivo saindo para uma sequência de nove shows no Nordeste. Giro no árido pedaço de Brasil que gerou, também, o acesso ao que antes não era conhecido: Santiago Emanuel, não somente como bom guitarrista que é, mas agora trabalhando em suas próprias composições, como tivemos acesso à faixa “Corpos Celestes” logo depois via web. Enfim, daqui a pouco já eram quase três da manhã e a banda Mesu Komuro tocando e mandando um som curioso instrumental.

Expurgando

De repente tava neguinho plugando os cabos, começando a passar um som, e até então em uma apresentação da Expurgação não havia repertório pré-determinado, com composições ensaiadas antes e trabalhadas minuciosamente como o tem feito Fepaschoal e Santiago Emanuel com as suas ricas composições e arranjos. A vibe instrumental de ir buscando sonoridade o tempo todo, tem sido uma das principais veias expurgativas, que gerou o bem gravado álbum virtual “Noaretério”, com sete faixas instrumentais. Uma densidade sonora contida nas faixas deste álbum são um belo convite a se aproximar do som da Expurgação. E no embalo do beat expurgativo tenho experimentado um conjunto de faixas, que venho elaborando e maturando há algum tempo, e que pensei ser uma boa oportunidade nesta jam na festa Ecologic buscar espaço para estas letras.

O tempo pré-expurgativo

Pela primeira vez me preparei em casa muito toscamente com minha guitarra modesta, caixa e digital deley, tentando me familiarizar melhor com aquilo tudo que estava vindo de ideia, e que agora ocupava nobremente o meu tempo, celebrai por isso! Ensaiando as faixas, pra quando aparecer um beat expurgativo na sequência justa, aquela letra poder rolar em cima.

No miolo do cabrioco expurgando

Som já estava rolando, vai chegando devagarzinho, devagarzinho, vai ganhando pressão vai ganhando pressão, aí meu amigo, de repente, como um cometa: o groove voa, mas voa bonito! Algumas faixas somente poderiam rolar se tivessem com o beatbox epidêmico de Voodoo e Kain juntos, isso rolou fácil! Fora o círculo instrumental funkeado e psicodélico, me lembro pois salvei isso num tweet, que das nove letras que havia levado, 7 acabaram rolando, e o som bateu bruto! A chapa esquentou tinindo! Dessas 7 canções, “Meu amigo mago”, “Cadê”(esta da época da banda Zaiba, música e letra de Vitor Hugo Fieni, e que pude adubar a letra com mais duas estrofes),  além de uma música que se trata da primeira que escrevi pensando em Expurgação: “Queimando bits”, já haviam acontecido em outras ocasiões, e conhecida entre os expurgadores. E 4 músicas novas (claro com colinha na hora da jam), que foram as músicas: “Monge do Beat”, “Vênus Bailarina”, “Se desdobra bem a Lee”, “Tudo que você pensar” (letra também adubada de uma session expurgativa que não participei), e de quebra, um tributo ao mestre Jorge Ben a partir da canção “Vendedor de bananas.” Acabaram ficando entocadas a canção “Marystela” e “Funk no Comando”.

Na duração do pós e dos expurgadores

Depois de ter rolado o som, a sensação foi de que por ali se passaram mais de mil graus na sombra! Minimamente. De instrumentos: guitarra, batera, tecladinho digital de ipad psicodélico, beatbox, percussão aos montes, flauta, baixo, e muita, mas muita vibe. Dos expurgadores de plantão: Marcelo Voodoo, Wérllen Castro, Gustavo Senna, Thiago Salles, Raphael Gaspar, Yuri Salvador, Caetano, Gláucio (raggatouch), Felipe Mattar e toda Kalakuta reunida e claro, Tiago Rosado no registro de fotos, a lente que não mente. Celebrai!

By Abraão Soul Power/Fevereiro 2012

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