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Maquetes Urbanorgânicas

A origem dos objetos pertence à gênese dos seus criadores e criados. Ao contrário de circular em um sistema fechado e limitado pela máquina humana, está em curso de transformação física na dimensão estelar onde matéria é quantidade de vibração. Nós somos objetos? 

De certa forma, sim, objetos ambulantes habitados por outro objeto, a consciência. Sendo assim, dois objetos podem ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo. Logo, se esse espaço for objetivamente o corpo da cidade aclamada como paisagem urbana, nos transformamos em organelas interagindo com moléculas brutas e reduzidas. Estruturas fragmentadas, quebradas e reagidas com o contato do acaso e das intempéries.

A única forma de quantificar e medir onde começou a estruturação vital da substância inorgânica é agrupando o que ajudamos a criar, consumir e eliminar. Observai! Estamos realmente ali naquelas paisagens…

Mas também há nessas paisagens alguma essência descolada, sem geometria, sem escalonamento. Será um implante, um transplante ou uma transposição invisível porém perceptível? São inúmeros raciocínios de busca e de aplicação dos fragmentos industriais nas camadas impercebíveis do seu desejo. Sinta, essas paisagens são maquetes tão reais quanto seus relativos atos de acumulação.

Através de um letterbox diferente (barras pretas que recortam o vídeo) que incorporam campos do chão e do teto da galeria de arte, Ivo Godoy transporta o espectador para uma paisagem videográfica em camadas de porções unitárias, vazias e mistas respectivamente.

Hoje é o último dia pra conferir a exposição!

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