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Arqueoastronomia, Parte 1: Assim na Terra como no Céu

Ao longo da história da humanidade, diversos povos demonstraram tato sofisticado em relação à observações celestiais. A busca desses povos em realizar obras em conexão aos fenômenos observados no céu, fizeram com que se organizassem perante essa natureza extraordinária.

Dessa maneira, puderam construir monumentos inspirados em alinhamentos astronômicos diversos, ao exemplo de eventos solares, lunares e também em relação a órbita de planetas e o percusso de estrelas e constelações.

Na atualidade, a ciência que busca interpretar essa relação criada por povos antigos, entre a vida diária de suas sociedades e os movimentos astronômicos, é a arqueoastronomia. termo que se refere à arqueologia aliada à astronomia.

Observar os céus é uma constante na história da humanidade, e o conceito de construção inspirado por fenômenos naturais continua a ser aplicado hoje em dia. Independente da cronologia ou geografia, seja na Pirâmide de Gizé no Egito ou no Templo de Kukulcan na América Central, existem construções inspiradas na existência desses eventos celestiais.

DESLIZANDO PELO UNIVERSO

A experiência e a sensação familiaridade com os dias e as noites, ocasionadas pelo giro do planeta em torno de seu eixo, contribuem diretamente para a realização de atividades na sociedade, sejam atividades básicas como as refeições ou o período de descanso.

Naturalmente, as sociedades antigas eram agrícolas, portanto, durante eras esse estilo de vida atrelado aos elementos da natureza se alinhou com a frequência da subsistência. Dessa forma, a atenção aos tempos de cultivo, por exemplo, foi de extrema importância para o movimento vital de sobrevivência do ser humano, que se dedicou a arte do cultivo promovendo sucessivas descobertas e significações.

Sendo assim, o giro do planeta em torno do Sol está diretamente relacionado ao cultivo de vegetais, seja fins de alimentação ou não, e também a rituais festivos. Deslizada em percusso elipsóide, a translação em 365 dias faz com que a Terra  esteja hora mais perto do Sol no mês de janeiro, hora mais afastado no mês de Julho.

Mas não é essa questão de proximidade que faz com que as estações do ano existam. A causa da mudança de temperatura são a incidência da luz solar sobre a Terra, e a inclinação do eixo do planeta de 33,5º em relação à linha perpendicular imaginária traçada de acordo com a órbita do planeta. Dessa maneira, ao mesmo tempo que em Janeiro é possível e comum constatar calor no hemisfério sul, no hemisfério norte acontece o oposto, e é o frio que prevalece.

Pela observação do percusso vertical, e das alturas, que o sol alcança sobre o horizonte em determinados dias do ano, é possível perceber o início exato dessas estações, sendo esses momentos iniciais conhecidos como solstício de verão, solstício de inverno, equinócio de outuno, equinócio da primavera.

SOLSTÍCIOS E EQUINÓCIOS

Os solstícios e os equinócios marcam a renovação das estações ano após ano como portões do movimento sazonal. No hemisfério sul o início do inverno acontece no dia do solstício, em 21 de junho. Nesse dia, o sol se encontra em seu ponto mais baixo do ano, sobre o horizonte, ao meio-dia.

Através da perspectiva terrena, o sol realiza o movimento de acensão até passar pelo momento em que a duração das horas da noite e do dia são iguais, sendo esses momentos o equinócio de outono, em 21 de setembro, e o equinócio da primavera, em 21 de março.

Entre os equinócios, em 21 de dezembro, se dá o solstício de verão. Nesse evento, o Sol alcança a posição mais elevada do ano sobre o horizonte, dando continuidade ao movimento progressivo intrínseco para a manutenção da vida na Terra.

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